Segunda-feira, Março 07, 2011

pesadelo

Foge o chão debaixo dos pés
Caem paredes
Cheira a papel húmido
E dos dias normais, só ruínas

Um soco no estômago

Dois

O medo de perder tudo
A impotência e todas as outras dores
O pânico da espera
E o soluçar envergonhado

Alívio fugaz
Ténues rasgos de luz
Dias longos
Noites em sobressalto

Três

O desabar incrédulo de quem procura o inevitável “porquê”
Cada vez menos força
Todos os dias menos coragem


Preciso acordar
Até os pesadelos têm de terminar.





1 comentários:

Anónimo disse...

acordarás, para dias melhores. tu mesma o dizes: "até os pesadelos têm que terminar". torço por ti.